O primeiro-ministro português Luís Montenegro sofreu um duro golpe político que resultou na queda do seu governo, nessa terça-feira (11).
A crise foi desencadeada por acusações de conflito de interesses envolvendo sua empresa familiar, a Spinumviva, que recebeu pagamentos mensais de €4.500 da Solverde, empresa do setor de cassinos.
O problema se agravou porque o governo de Montenegro deveria supervisionar um novo processo de concessão para cassinos no país, levantando suspeitas sobre sua imparcialidade.
Para piorar a situação, uma tentativa de Montenegro de transferir suas ações da Spinumviva para sua esposa em 2022 foi anulada, já que a legislação portuguesa proíbe a venda de ações entre cônjuges. Com isso, ficou comprovado que ele ainda mantinha vínculos financeiros com a empresa enquanto ocupava o cargo de primeiro-ministro, o que intensificou as acusações de conflito de interesses.
Diante da pressão política e da perda de apoio parlamentar, Montenegro decidiu apresentar uma moção de confiança no Congresso, para tentar sua permanência no cargo. Entretanto, a estratégia fracassou, pois a moção foi rejeitada por 137 votos contra e apenas 87 a favor. Sem saída, o governo foi derrubado, e Portugal mergulhou em mais uma crise institucional, sendo esta a terceira vez em três anos que um primeiro-ministro cai.
Agora, Montenegro permanece como líder interino até que um novo governo seja formado. O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, está consultando os partidos para decidir os próximos passos, incluindo a possibilidade de dissolver o parlamento e convocar novas eleições, que podem ocorrer já em maio de 2025.
Fonte: BZN Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR